tô atrasada
Tá, nem apagay os posts, dormi feito pedra, tô atrasada, off to o interior do Paraná e volto amanhã. Adiós.
Tá, nem apagay os posts, dormi feito pedra, tô atrasada, off to o interior do Paraná e volto amanhã. Adiós.
Pronto, passou. Vi o ep. da nova temporada de Grey’s Anatomy.
Toca I’m From Barcelona, Lily Allen, Blonde Redhead e Anthony and the Johnsons. Lindo de chorar.
Mas Grey’s é sempre lindo de chorar. Que bom que teremos eps. semanais. Vem com tudo, Meredith.
Relaxei. Deu sonin’. Boa noite.
"Hoje é um dia muito importante para mim e estou me sentindo sozinha no Alaska."
E não é que deu certo o doc?
Cigarros.
Vinho.
Promessas.
Freeeeeeeedom.
Algumas coisas que me fariam dormir. Oras.
(Amanhã apago tudo sas’porra’ê.)
Será que eu publico uma letra de música dos Smiths? Ou uma poesia do Leminski? Ou calo essa boca, tomo vergonha e tento dormir feito gente depois de 4 dias dormindo 4h por dia?
Eu não consigo definir sensações, sentimentos ou pensamentos. A indefinição priva o sono. Eu não tenho puta idéia do que devo fazer nesta madrugada. Eu não tenho puta idéia do que estou fazendo. Me atiro da janela? (nem adianta, tem apenas uns 3 metros de altura)
Esta é a incrível história da menina que não possuía tato, seu cérebro era feito de minhocas e seu coraçãozinho era tão apertado, que dava até dó de se ver.
Hoje é o grande dia do meu documentário. Eu estou com medo. Acho que vai dar tudo errado. É hoje. Eu estou com medo. Hoje é um dia muito importante para mim e estou me sentindo sozinha no Alaska. O grande dia. Tudo tem que estar perfeito. Será que vai estar? Se não estiver, azar, era hoje e pronto. O grande dia. Estou com medo.

(Scarlett com cara de boh-red.)
Não consigo fazer na-da. Na-da. NA-DA. Um zilhão de coisas.
Mais ou menos assim, eu tava lendo o blog sobre o filme da clarahverbuck, Nome próprio. Se pá, estreia na mostra de sp e isto muito me interessa. Link leva a link e eu caio num passado remoto do brazileira!preta e leio tudo daquele mês. E fico puta comigo mesma, porque eu lia o blog da clarah em 2002 quando eu tinha na verdade 15, 16 anos e eu não entendia o que ela escrevia. Não entendia e não gostava, achava chato, egocêntrico e pedante. Pedante no mau sentido (eu tenho o bom sentido aqui, ó). E eu caí num arquivo de março de 2002 quando ela fala da luta contra o monstro da academia, sobre os primos capanemas, sobre londres, new york, e sobre a vontade da vida que eu pareço nem ter mais. Ela amava doves e escrevia com um gato no colo. O Truffaut está no meu. Não sei quando me acomodei, quando achei que quero trabalhar pra ganhar dinheiro e estudar um mestrado para não saber o que fazer. Eu pareço uma fuga constante do que eu fui e - pior ainda - do que eu acho que fui e deveria ser pra sempre. Eu era mais impulsiva, mais divertida e mais doida uns anos atrás. E nem lia o blog dela. Em 2002, eu não entendia. Hoje, com 21 anos, eu entendo os arquivos. E invejo que ela fez o que queria, com quem queria, onde queria. E eu me prendo a regrinhas bobas aqui em casa, eu desisto de escrever, eu vou na cadsimia porque sim, eu faço um documentário que tá indo super bem, mas está acabando comigo. Eu desisti de escrever porque odeio tudo que escrevo. Eu pelo menos gosto da minha psicóloga e das pessoas ao meu redor. Não tenho grandes paixões, além de produtos da apple e um ítalo-brasileiro muito meu. Eu sou descontrolada por certas bandas e livros. Eu tenho festas com bebidas de graça, eu me entupo de vódega e redibú, faço e aconteço e tenho as piores ressacas morais da história. Eu devia ser tão mais livre do que sou. Eu tô lendo o Gabo e cara, Gabo, te considero pra caralho, mas eu não tô chorando nem nada. Cada poesia é sublime, mas afogada em cinco gerações e uma guerra que não acaba nunca. Eu também chorei quando Arturo jogou o livro no deserto, eu também fiz de londres o meu lugar com tantas pessoas legais, e eu entendo tudo agora, em pleno 2007, quando o mundo já passou e clarah tem filha e contas pra pagar. Eu só tenho a minha ânsia, e nada mais para agarrar.
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