tête-à-tête
Chorei quando Sartre morreu e chorei ainda mais por Simone; abandonada. Sofri junto os dez minutos de silêncio ao pé da cova de Sartre e só respirei depois que Simone finalmente se levantou, tonta de tanto remédio.
Quando eu li "A Idade da Razão" era uma garota apaixonada por Fante, Camus e Sartre. Ainda sou, mas de uma maneira diferente. Se eu lesse o livro novamente, teria um novo sentido. Talvez eu pedesse o frescor da juventude de Mathieu - mesmo com todo o seu desespero de chegar aos trinta anos.
Tenho outra visão sobre o casal e por mais que existam milhares de artigos e teorias desmitificando a instituição Sartre-Beauvoir, eu acredito na versão de "Tête-à-Tête".
