caderno de sonhos
Sonhei que vivíamos em uma ditadura ferrenha, tipo a de Myanmar. Eu era parte de um grupo contra a repressão; junto com alguns colegas de escola, de colégio e da faculdade. Éramos pegos. Enquanto eu aguardava o fuzilamento em um paredão, consegui mandar mensagens de celular para o meu namorado dizendo que ia morrer, mas amava muito ele. Ele apareceu no local e eu disse para ele fugir, se salvar e que eu não tinha mais chances. Acordei chorando, no exato momento em que a bala perfurava meu peito.
