parágrafo de um conto antigo
"A vigília nos braços constantes do meu relógio não era desproposital. Eu estava acordada há tanto tempo para saber o que é um luto na vida, o que é deixar-se ser levada como coadjuvante: é aceitar o papel que a professora deu na peça de final de ano da escola. É representar uma árvore do cenário como se fosse a melhor e última árvore que existisse. Não querer dormir é um ato nobre, trangressor, pula barreiras que ninguém mais tira. Só o amor incondicional consegue driblar o sono e deixar os amantes em claro. Os amados dormem os sonhos dos deuses, por saber que possuem regra fixa no mundo: há um porquê de existir tão plenamente."
